O ministro Ronaldo Lopes Leal, vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, propôs o adiamento, ?sine die?, da audiência de conciliação e instrução do dissídio coletivo entre o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), o Sindicato dos Trabalhadores em empresas Editoras de Livros, Publicações Culturais e Categorias Afins do Estado de São Paulo e a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Difusão Cultural e Artística no Estado do Paraná, iniciada hoje à tarde no TST.
Logo na abertura do encontro, o ministro Ronaldo observou que se trata de uma situação peculiar ? o dissídio coletivo, de natureza econômica (no qual se pede que o TST defina índices de reajuste salarial) foi suscitado pelo sindicato patronal. Os representantes do SNEL afirmam que há precedentes no mesmo sentido.
Tendo em vista que o SNEL havia formulado uma proposta aos empregados ? 5.01% de reajuste salarial, e a aplicação do mesmo índice para a participação nos lucros e resultados e para o piso salarial da categoria -, e que os sindicatos marcaram assembléias para amanhã, a fim de discuti-la, o ministro instrutor propôs o adiamento. Após a assembléia, as partes comunicarão o resultado ao TST e, se for o caso, solicitarão o prosseguimento do dissídio.
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