Os trabalhos de correição na Comarca de Palmas tiveram início nesta segunda-feira, dia 5, durante solenidade realizada no Fórum da Capital, com a participação de juízes, promotores, servidores da Justiça, advogados, tabeliãs, imprensa e a comunidade em geral, que formaram uma platéia de aproximadamente 200 pessoas.
Presidida pela Corregedora-Geral da Justiça, Desembargadora Willamara Leila de Almeida, a mesa de abertura foi composta pelo promotor-corregedor César Zaratini; juiz Luiz Astolfo de Deus Amorim, Diretor do Foro de Palmas; juíza Ângela Prudente, presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Tocantins; Monsenhor Rui Cavalcante, representando a Arquidiocese de Palmas; Pastor Alcendino Filho, representando as Igrejas Evangélicas; o Advogado-Geral do Município, Antônio Luiz Coelho, representando o prefeito Raul Filho; Josué Pereira Amorim, coordenador do Curso de Direito do Ceulp/Ulbra; Gian Magna Moura, presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça; e Amilson Silva, presidente da Associação dos Moradores da Quadra 409 Norte, representando o Conselho Municipal de Associações de Moradores.
Mas antes de iniciar os pronunciamentos, a Corregedoria proporcionou aos presentes um agradável momento cultural, com a apresentação do cantor Marcos Ruas, que arrancou calorosos aplausos da platéia. Outra boa surpresa ficou por conta dos promotores Nilomar dos Santos Farias e César Zaratini, que também foram convidados a cantar, descontraindo ainda mais a solenidade.
Em seu discurso, a Desembargadora Willamara destacou a importância daquele momento. ?Para se ter idéia da relevância deste acontecimento, basta dizer que há mais de 10 anos não se realiza, nesta capital, uma Correição Geral Ordinária pela Corregedoria?. Segundo ela, a princípio, a correição era recebida com certa apreensão, porque era vista sob o estigma da fiscalização, controle e punição. ?Porém, procuramos imprimir outra dinâmica à Corregedoria, adotando uma postura democrática na qual o aspecto primordial é a aproximação entre o Poder Judiciário e o seu destinatário final, o cidadão. A correição passou, assim, a se mostrar mais importante como instrumento de diagnóstico e orientação?, destacou.
Todas as pessoas que quiseram se pronunciar tiveram a oportunidade e o momento serviu também para reivindicações. Ao fazer o uso da palavra, o representante do Conselho Municipal de Associações de Moradores, Amilson Silva, solicitou que a Justiça saia dos gabinetes e se aproxime mais da população. ?Sabemos que essa separação é cultural, mas é preciso dar o primeiro passo para que haja mudança?, ressaltou.
Os trabalhos correicionais serão realizados na Comarca de Palmas e seus distritos até o próximo dia 16.
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