Como provinha de família de poucas posses, Luis nada podia fazer para submeter-se a cirurgia reparado, fato só contornado com o atendimento gratuito prestado pelo Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Por dois anos submeteu-se a atendimento psicológico e psiquiátrico de equipe multidisciplinar, condição exigida pela ética médica para autorizar a sequente intervenção cirúrgica ? por fim realizada com sucesso. ?O elenco probatório não deixa dúvida alguma: o autor é mulher em sua plenitude física e mental e, no que depender de mim, também o será juridicamente. Certamente é o fim de sua agonia. Que viva feliz e dignamente, sem ser alvo de gracinhas, humilhações, piadinhas e constrangimentos?, concluiu o magistrado, que determinou ainda não se registrar qualquer referência a situação anterior em seus documentos.
* Luis e Ana são nomes fictícios
Link para a página original