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JUIZ ESTADUAL FALA SOBRE ENSINO JURÍDICO NO BRASIL

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Por: Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia
Data de Publicação: 8 de dezembro de 2005
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“O profissional do Direito deve ver a situação, em questão, com os olhos da pessoa que busca justiça”. Foi um das respostas do juiz Edenir Sebastião Albuquerque Rosa, Titular da 1ª. Vara da Fazenda Pública da Comarca de Porto Velho, em entrevista, ao programa Revista Justiça da Rádio Justiça, que foi ao ar, hoje (9), às 9h30 min, horário de Rondônia, em rede nacional. O tema da entrevista foi o “Ensino Jurídico”.

A Visão do Juiz Edenir Rosa sobre o ensino/aprendizagem no curso de Direito é que os acadêmicos devem ter conhecimentos de outros campos da ciência como sociologia, história, ética, entre outras, para melhor desempenhar a sua função no mundo real. Segundo o Juiz, é importante que as universidades e faculdades trabalhem no curso de Direito a interdisplinariedade e transversalidade das ciências. Isso é necessário porque “temos que resolver matérias que envolvem diferentes áreas do conhecimento como física, biologia, ética e outras. Tudo isso está ligado à formação universal e o ensino do Direito está muito técnico e científico, aprofundado no mundo jurídico”, afirmou.

Edenir Rosa atribui, em parte, o baixo nível do aprendizado dos egressos do curso de direito à economia brasileira. Segundo o Juiz, muitos acadêmicos estudam a noite e trabalham durante o dia, e nessa luta, vão para universidade vencidos pelo cansaço da labuta, porém é imprescindível o compromisso do aluno. “Para muitos alunos o curso de direito é uma saída para a melhora de sua vida”, disse o magistrado.

Para o Magistrado, o baixo nível em aprovação nas áreas de atuação do profissional do direito não acontece só para aquisição da Carteira da Ordem dos Advogados do Brasil, mas nas áreas diversas como magistratura, promotoria de justiça entre outras. Na avaliação de Edenir Rosa, “há uma séria deficiência nos cursos jurídicos do Brasil, mas ressalva que deve haver, principalmente, comprometimento de cada aluno”.

O Juiz Ednir Rosa vê com bons olhos a emenda constitucional 45 que exige a experiência mínima de três anos no campo profissional do direito antes de ingressar na magistratura. Para ele, três anos de experiência é importante para o profissional adquirir conhecimento e vivenciar a prática do que se aprende nas universidades.

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Imprensa TJ

 

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