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Começa julgamento de holandês acusado de arremessar flechas contra jovens

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Por: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
Data de Publicação: 15 de dezembro de 2005
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Começou às 14h30 de hoje (15 de dezembro), no 1º Tribunal do Júri do Rio, o julgamento do holandês Hein Bart Korpershoek, acusado de duas tentativas de homicídio. Segundo o Ministério Público, ele teria arremessado flechas contra os jovens Francisco Alves dos Santos e Gustavo Pimentel, em julho de 1995, na Urca. O júri está sendo presidido pelo juiz Fábio Uchôa Montenegro. A acusação está sendo feita pelo promotor Marcus André Chut e a defesa pelo advogado Renato Neves Tonini.

Durante o interrogatório, Korpershoek afirmou que vive no Brasil há 35 anos e que há cinco mora em Paraty. Disse que é casado e que trabalha como guia de turismo e professor de inglês. O holandês, que declarou nunca ter respondido a processo criminal, negou os fatos e disse que no dia do ocorrido estava dormindo e, por volta das 22h30, sua mulher o acordou dizendo que havia uma briga na praça.

Korpershoek contou que desceu para ver o que era, quando passou uma patrulha com homens fortemente armados que perguntaram o que tinha havido na praça. Ele respondeu que era uma briga e subiu novamente. Quando perguntado pelo juiz porque ele acredita que está sendo acusado, ele afirmou que por ter “descido e ficado em evidência”.

O holandês afirmou que nunca praticou arco e flecha e que já teve flechas de modelo indígena para decoração da sua casa, mas que as teria jogado fora um ano antes dos crimes. Korpershoek ressaltou que elas não eram do modelo de competição usado nas tentativas de homicídio. Questionado pelo juiz Fábio Uchôa Montenegro como sabia que as flechas do crime eram de competição, ele falou que leu no jornal.

De acordo com a denúncia, os adolescentes promoviam bagunça na Praça Cacilda Becker, mais conhecida como quadrado, na Urca. Por isso, o holandês, que residia num dos edifícios em frente à praça, teria cometidos os crimes. Os jovens atingidos pelas flechas foram socorridos e resistiram aos ferimentos. Um deles, porém, precisou fazer várias cirurgias. Para o MP, os crimes foram cometidos por motivo fútil, pelo simples fato de os adolescentes estarem promovendo algazarra nas proximidades da residência do acusado.

 

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