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Desembargador Bartolomeu Bueno avalia eleições da Amepe

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Por: Tribunal de Justiça do Estado do Pernambuco
Data de Publicação: 20 de dezembro de 2005
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U ma manifestação democrática nunca vista em pleitos anteriores. Foi assim que o desembargador Bartolomeu Bueno classificou a eleição da Associação dos Magistrados do Estado de Pernambuco, realizada no dia 5 de dezembro, e da qual ele participou encabeçando a chapa de oposição. "Foi concluída com êxito e expressiva participação de todos os magistrados, com uma abstenção de apenas 11%, em um universo de 597 eleitores", justifica.

Bartolomeu também destaca a qualidade do debate mantido entre os candidatos e pessoas que lhes davam sustentação. "E a margem de votos alcançada pela chapa vencedora, liderada pelo juiz Mozart Valadares, lhe garante a devida legitimidade para representar os magistrados pernambucanos no próximo biênio", ressalta.

Por essas razões, Bartolomeu Bueno disse que o Movimento Integração, que deu origem à chapa por ele liderada, deseja apoiar a administração da Amepe. "Esse apoio, evidentemente, se restringirá àquelas metas condizentes com o nosso programa", ressalta, não escondendo que continuará se opondo à direção da entidade no que houver divergência.

"Em certos momentos a Amepe tem estimulado o sectarismo e o preconceito, gerando um sentimento de divisão da magistratura pernambucana. Nós nos opomos à segregação entre primeira e segunda instância. Da mesma forma, as 1ª, 2ª, 3ª entrâncias e os aposentados não podem ser tratados como se fossem magistraturas distintas", declara o líder do Movimento Integração.

Entre as propostas que foram defendidas em campanha pela Chapa Integração, Bartolomeu diz que o movimento continuará batalhando pela elevação da composição do Tribunal de Justiça para, pelo menos, 45 membros. A proibição da reeleição no âmbito da Amepe é outra meta sustentada pelo grupo. "Defendemos a renovação de lideranças no âmbito da magistratura porque a alternância de líderes é imprescindível em qualquer agrupamento democrático", declara.

Em contrapartida à proibição da reeleição, o desembargador Bartolomeu defende a ampliação do mandato do presidente da Amepe de dois para três anos. "Sou contra o continuísmo. O atual presidente da Amepe já exerce o mandato pela terceira vez, além de já ter exercido a vice-presidência e participado de uma campanha em que foi derrotado", justifica. (Sérgio Marcos Feitosa)

 

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