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Amajme será presidida por juíza de Mato Grosso do Sul

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Por: Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul
Data de Publicação: 6 de dezembro de 2005
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Hoje e amanhã, Maceió sedia o VII Congresso Nacional de Justiça Militar Estadual para abordar questões pertinentes à avaliação da nova Justiça Militar e avaliação dos novos paradigmas da Justiça Militar estadual, além do fortalecimento de intercâmbio profissional e intelectual entre as instituições e de temas controversos da Justiça Militar estadual.

Durante o congresso, a juíza Marilza Lúcia Fortes, da Auditoria Militar de MS, será empossada presidenta da Associação dos Magistrados das Justiças Militares Estaduais (Amajme). A representante do Judiciário sul-mato-grossense será a segunda mulher e a primeira magistrada de MS a assumir a cadeira de presidenta da Amajme desde sua criação, em 1985.

Reconhecimento - A juíza Marilza Lúcia Fortes foi eleita com 98,41% dos votos válidos. Têm direito a voto os juízes militares das 27 unidades federativas que forem sócios efetivos da Amajme. A eleição aconteceu no dia 18 de novembro e a cerimônia de posse está prevista para hoje, às 20h. O Dr. Marcelo Câmara Rasslan, presidente da Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul), já confirmou presença no evento como representante dos magistrados de MS.

Pela força, pelo trabalho, capacidade e competência da Dra Marilza Fortes, Mato Grosso do Sul não poderia estar mais bem representado. Tenho certeza de que ela marcará esse período de trabalho na Amajme de forma positiva. Temos muito orgulho de vê-la alcançar tão alta posição por sua larga folha de serviço. Ela sempre foi amiga, em vez de colega, e sempre recebeu a todos de braços abertosé, disse o presidente da Amamsul.

O Dr. Rasslan ressaltou ainda que nada na vida dessa juíza foi fácil, entretanto, ela sempre superou os problemas e realizou tudo o que se propôs a fazer. ?Vamos estar presentes à solenidade para tornar público o respeito dos magistrados de MS a tão importante juíza, uma mulher à frente de seu tempo?, completou.

Subsede na Capital - Pelo estatuto da Amajme, a associação terá como sede a cidade de Brasília e como subsede o município onde jurisdicionar o presidente. Questionada sobre o assunto, a Dra. Marilza explicou que pretende montar uma sala no Fórum, pelos próximos dois anos de trabalho, ouvidos os presidentes do TJMS e da Amamsul.

Como bandeira, a magistrada lutará pela implantação de pelo menos um núcleo de direito penal militar, já que nas Esmagis e nas universidades poucos conhecem a Justiça Militar. Ela citou ainda uma pesquisa recente da AMP que mostrou que poucos juízes estaduais conhecem a Justiça Militar, o que justifica a intenção da juíza, que pretende difundir as normas ligadas à área.

Dever cumprido. Este é o sentimento que assola a mais nova presidenta da Amajme, que há 25 anos atua na Justiça Militar e considera o novo posto um desafio. ?Levo comigo todos os magistrados de Mato Grosso do Sul e considero a presidência da Amajme um honra para todos nós?, disse ela emocionada.

Mais reconhecimento - Em abril de 2004, a juíza recebeu o título de cidadã sul-mato-grossense por, entre tantas lutas, ter sido a primeira juíza auditora do Estado, a primeira coordenadora do curso de Direito da Faculdade de Direito de Campo Grande e ocupou o primeiro cargo de chefe de Departamento Jurídico do Sistema Penitenciário.

Mais do que ser a primeira em várias áreas da Justiça, Marilza Lúcia Fortes foi o exemplo da mulher que desafia a sociedade para ter seus direitos. Para se ter uma idéia de sua luta, ela foi a primeira mulher a entrar no Fórum de calças compridas, num tempo em que usar essa vestimenta era direto exclusivo dos homens. Em seu discurso, à época, a juíza auditora ressaltou que receber o título significou mais que ter uma nova carteira de identidade, representou o reconhecimento de uma missão realizada com sucesso neste Estado.

 

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