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Presos da Máxima fazem mais 50 cadeiras de rodas em projeto para receber remição

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Por: Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul
Data de Publicação: 13 de dezembro de 2005
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O projeto Liberdade em Rodas, em vigor há dez meses, já contabiliza 35 pedidos de cadeiras de rodas e assentos feitos por associações de portadores de deficiência e de pessoas físicas. Nos próximos dias, 50 novas cadeiras devem ser entregues no Estado.

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) em conjunto com a 1ª Vara de Execução Penal auxilia os presos da Capital oferecendo a oportunidade de trabalho na confecção de cadeiras de rodas, assentos, andadores e bengalas. O projeto funciona no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima de Campo Grande com 20 presos.

Na primeira entrega, em setembro deste ano foram feitas 50 cadeiras de rodas e 50 cadeiras de banho para 11 pessoas físicas e 13 entidades. Mato Grosso do Sul é o terceiro Estado da Federação a iniciar esse tipo de trabalho.

O diretor-presidente da Agepen, Luiz Carlos Telles Júnior, explica que as cadeiras, assentos, bengalas e andadores são feitos a partir de bicicletas, adquiridas pelo Estado nas delegacias é produto de furto e roubo e foram recuperadas, mas seus proprietários não foram localizados. Para a confecção de uma cadeira de rodas são necessárias cerca de três bicicletas.

Segundo o juiz da 1ª Vara de execução penal, Francisco Gerardo de Sousa o projeto é importante por estar atendendo a comunidade carente. ?A tendência é aumentar devido à procura das pessoas?, ressalta.

O interno Aldemir Batista dos Santos, que cumpre pena pelo crime de tráfico de entorpecentes diz que trabalha para ganhar a remição, e, para passar o tempo ocupando a cabeça. ?Já consegui 90 dias de remição?, enfatiza. Da mesma forma, Francisco Humberto, que cumpre pena pelo mesmo crime, trabalha para receber o resgate do ato cometido é a cada três dias de trabalho se ganha um dia de remição que é contabilizado para o fim da pena.

Qualquer pessoa pode fazer o pedido dos objetos encaminhando um ofício para o diretor-presidente da Agepen. Depois de passar por uma triagem, uma assistente social faz uma visita na casa do requerente para saber a real necessidade das pessoas. Só são feitas doações para pessoas carentes.

 

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