Premiar o esforço de todos aqueles que doaram seu trabalho aos Juizados de Conciliação ao longo de 2005. Esse foi o objetivo da confraternização de Natal oferecida pelo TJMG a cerca de 250 voluntários, entre conciliadores, parceiros, secretários e orientadores das unidades da Capital. Realizado no Condomínio Marina Aventura, às margens da bela paisagem da Lagoa Várzea das Flores, em Contagem, o evento contou com um almoço, rodadas de bingo, aula de yoga e apresentações de música, dança e contos. Um clima de muita descontração e alegria marcou o encontro que comemorou também o Dia do Voluntário. O patrocínio foi do Banco do Brasil.
É uma confraternização de Natal dos conciliadores que trabalharam o ano todo com tanto vigor?, disse o 3º Vice-Presidente do TJMG e coordenador-geral dos Juizados de Conciliação, desembargador Carreira Machado. ?O mundo de hoje é o mundo da conciliação. O Juizado efetivamente tem desempenhado um papel muito importante na resolução consensual dos conflitos de maneira rápida, eficaz e gratuita. E o reconhecimento desse novo sistema de Justiça informal tem se dado através de vários prêmios que o TJMG tem recebido, inclusive em nível internacional?, acrescentou o desembargador Carreira Machado.
A equipe organizadora não mediu esforços para a realização da festa: a assessora judiciária da 3ª Vice-Presidência, Lúcia Aparecida da Silva, explicou que a estrutura do Juizado de Conciliação funciona basicamente com voluntariado. ?São pessoas que cedem um pouco do seu tempo para prestar atendimento à população. Sem elas, o Juizado não funcionaria. Com esse evento, queremos mostrar que o TJMG reconhece o trabalho dos voluntários. É também uma oportunidade de integração e troca de informações entre as equipes?, disse. Segundo Lúcia Aparecida , no Estado de Minas Gerais, existem cerca de 1.300 voluntários distribuídos em 304 Juizados.
Analice Caetano Pereira, assessora da 3ª Vice-Presidência, também ressaltou a importância de valorizar o serviço dos voluntários: ?Eles dedicam seu tempo de forma gratuita com a única intenção de ajudar a resolver os problemas de outra pessoa?, reforçou.
Programação
A festa foi marcada por várias atividades recreativas que promoveram uma forte integração entre os participantes. Todos vestiam a camiseta branca alusiva ao encontro. Ao som do violão da servidora Adriana Aparecida Lopes Diniz, cantaram de mãos dadas a música ?Te Ofereço Paz?, de autoria de Valter Pini. A letra deixava uma mensagem de harmonia e solidariedade.
Para aqueles que queriam um momento de relaxamento foi oferecida uma aula de yogaterapia com o massoterapeuta Nicolau Alves Prímola e a professora de yoga Adriana Aparecida Lopes Diniz. O grupo realizou vários exercícios de alongamento e respiração para liberar as energias estagnadas no corpo. Segundo Prímola, a yogaterapia promove o bem- estar e a leveza geral do organismo e ajuda no equilíbrio emocional. ?A pessoa vai se sentir mais saudável e, assim, estará melhor preparada emocionalmente para lidar com as partes em conflito?, orientou o massaterapeuta.
Um dos pontos altos do encontro foi a exibição de dança dos alunos da Academia Rosenay Ricardo. Os jovens realizaram apresentações de ballet, street dance e axé que contagiaram a animada platéia. Após o almoço, embalado pela vozes da dupla de cantoras Ana Cristina e Fernanda, foi organizado um bingo com brindes doados por lojas e parceiros. O encontro terminou com a apresentação da contadora de contos Sandra Lane.
Voluntários
Para a funcionária municipal Ivânia Augusta dos Santos Rodrigues, voluntária no Juizado da Escola Estadual Professor Batista Santiago, no bairro Santa Mônica, foi uma oportunidade para conhecer os demais integrantes dos Juizados de Conciliação. ?A gente só se encontra quinzenalmente e o tempo para conversar é muito pouco?, disse. Ivânia Rodrigues considera seu trabalho um exercício de cidadania. ?Eu já era líder comunitária antes de me tornar voluntária. A conciliação é uma forma mais rápida de acordo entre as partes, sem precisar ir à Justiça Comum.Há casos em que as pessoas chegam na audiência de mal uma com a outra e saem de lá até amigas?, avaliou.
Na opinião do servidor aposentado do TJMG, Raul Telles, orientador do Juizado no Edifício Arcângelo Maletta, centro da cidade, os Juizados têm uma importância muito grande junto aos mais carentes. ?Muitas vezes essas pessoas têm medo de procurar a Justiça. Já nos Juizados, elas se sentem menos acanhadas para solucionar seus conflitos?, afirmou.
Raimundo Adriano Silva, corretor de seguros, conciliador do Juizado no Centro de Apoio Comunitário no bairro Jardim Montanhez, contou que é a primeira vez que participa de uma comemoração dos voluntários. ?Estou muito satisfeito por estar aqui. A iniciativa valoriza o nosso trabalho junto aos Juizados que tem o objetivo principal de buscar a paz social. É o que temos feito junto à população. O resultado tem sido muito positivo com um alto índice de aprovação?, confirmou o corretor.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS
Assessoria de Comunicação Institucional
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