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Decisão Júri

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Por: Tribunal de Justiça do Espirito Santo
Data de Publicação: 7 de dezembro de 2005
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Maira Ferreira

A Justiça condenou ontem o sargento da polícia militar, Ranilson Alves da Silva, a 15 (quinze) anos de reclusão. O júri popular da 4ª Vara Criminal considerou o réu culpado pelo assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, ocorrido em março de 2003. O sargento é um dos cinco homens acusados pelo Ministério Público Estadual de participar da intermediação do crime.

O veredicto do júri e a sentença do Juiz Sérgio Ricardo de Souza foram divulgados ontem (06/12), por volta de 19h30min. O julgamento foi iniciado na segunda-feira (05/12), às 9h da manhã.

Ranilson foi acusado pelo MPES de monitorar os passos do juiz Alexandre Martins de Castro Filho e repassar essas informações aos executores do magistrado. Ranilson Alves da Silva foi condenado por 6X1 (seis votos a um) , por homicídio qualificado e formação de quadrilha. Além disso, o juiz manteve a prisão cautelar do réu até o trânsito em julgado da sentença, e decidiu, também, pela perda do cargo público de Ranilson, o de 3º Sargento da Polícia Militar do Espírito Santo.

"...até porque está evidenciado que tem se valido do cargo para praticar crimes contra a própria sociedade que paga os seus vencimentos e confiou nele como guardião de sua segurança", disse a sentença do magistrado.Ranilson já é a sétima pessoa condenada por envolvimento no assassinato de Alexandre Martins. Este ano, foram condenados por júri popular, além de Ranilson, Heber Valêncio, Fernando de Oliveira Reis, conhecido como Fernando Cabeção, André Luiz Barbosa Tavares, o "Yoxito" e Leandro Celestino dos Santos, o "Pardal". Dois acusados de envolvimento no crime já haviam sido condenados por um júri ocorrido no ano passado: os executores Odessi Martins da Silva - mais conhecido como "Lumbrigão", e Giliardi Ferreira - o "Gi".

 

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