O Comitê de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes do Estado da Bahia lança oficialmente a Campanha de Verão 2005/2006 em 16 de janeiro, durante solenidade no Hotel Mercure, no Rio Vermelho. Representantes de várias das 50 organizações que formam o grupo, dentre elas o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan (Cedeca), a Cipó, Projeto Axé, Rede de Hotéis Accor da América Latina e outras instituições governamentais e não-governamentais, discutiram, na manhã de ontem, estratégias para a 10ª edição da campanha contra o abuso e a exploração sexual infanto-juvenil.
Segundo o jornalista Luís Lasserre, da Cipó, a campanha, na verdade, já começou, uma vez que foram realizados dois cursos para agentes de turismo (recepcionistas e guias) e duas oficinas, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih). O ponto de partida, no entanto, será no dia 19 de janeiro, quando deverão ser apresentadas peças, vídeos, camisetas e outros mecanismos que ajudem a uma ampla mobilização, não apenas das pessoas que lidam com o turismo, mas de vários segmentos da sociedade. “Estamos contando, por exemplo, com a ação de artistas e de blocos carnavalescos e a colaboração da imprensa no sentido de divulgação desta campanha, que conceitualmente será a mesma do ano passado”, disse Lassere.
Apesar de ter o nome associado ao Verão, a campanha se estenderá até 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Os vales-transportes de maio, que irão circular em Salvador, virão com a logomarca do comitê, além de telefone e endereço de e-mail para denúncias.
Para esta mobilização, Lasserre acredita também na participação efetiva dos agentes do Poder Judiciário (1ª e 2ª Varas) durante o Carnaval. “Contamos com o trabalho do pessoal da 2ª Vara, que trabalha com adolescentes, para divulgação do material, além das Varas Especiais”, disse.
A gerente geral do Mercure – hotel integrante da Rede Accor, ao lado do Sofitel e Íbis – Cynthia Back, considera fundamental a participação do setor hoteleiro na luta empreendida pelas instituições contra o abuso e a exploração sexual infanto-juvenil. Na sua avaliação, o crescimento do turismo no mercado brasileiro e a geração de novos empregos trouxeram também a exploração sexual de crianças e adolescentes “como um problema decorrente da irresponsabilidade de organizações de alguns setores da indústria do turismo”.
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