A turma do novo curso do Programa de Capacitação dos Servidores do Poder Judiciário (Procap), “Elaboração e Monitoramento de Programas e Projetos”, tem-se mostrado muito interessada pelo novo modelo de gestão apresentado pelo professor Jorge Lessa, com foco no estabelecimento de metas e alcance dos resultados.
No primeiro dia desta etapa do programa do Judiciário desenvolvido pelo Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária (Ipraj), por meio da Gerência de Recursos Humanos (GRH) e em parceria com a Fundação Luís Eduardo Magalhães, foi utilizado o modelo matriz de decisões e feitas análises de casos concretos da administração pública a partir de considerações sobre suporte administrativo, organização de trabalho, cultura organizacional e desempenho.
“Gestão é resultado, não esforço”, explicou Lessa, lamentando que muitos setores da administração pública ainda apresentem seu planos de gestão baseados em medidas que vão tomar para determinado fim e não exatamente no objetivo, com alvo específico.
O curso apresenta para a elaboração e o monitoramento de programas e projetos a necessidade de três visões distintas na gestão: a de propósito, a de desempenho e a sistêmica. Com a visão de propósito, permite-se um acordo sobre o objetivo do programa ou projeto; na de desempenho, tem-se a idéia de que é preciso traduzir em medidas concretas o que se quer obter e, com a sistêmica, entende-se que a gestão implica articulação sistêmica das instituições.
“Na aplicação da gestão para resultado é preciso superar a herança cultural e ter em mente que planejar é conduzir acontecimentos”, avalia Lessa. Na abordagem do problema cultural na administração pública, sugere transferir da mentalidade de estrita orientação para normas e regras para a de missões e responsabilidades. Deixar a visão da administração baseada em recursos para adotar a baseada em resultados, metas e indicadores de desempenho.
Uma das formas de se obter resultados é a gestão por projetos, que articula iniciativas com um foco estratégico, explicita a orientação para os beneficiários e estabelece claramente os resultados finalísticos desejados. “A gestão por projeto enfatiza a singularidade em oposição à repetição; a mudança em oposição à estabilidade e a definição da duração em oposição à continuidade”, esclarece Lessa.
Destaca entre os pontos básicos de um projeto orientado para resultado a necessidade de estabelecimento de definições, requisitos e questões-chaves para itens como público-alvo, resultados finalísticos, visão sistêmica e proximidade da ação gerencial.
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