Com o auditório lotado, foi escolhida na manhã de ontem, em sessão do Pleno, presidida pelo desembargador Gilberto Caribé, a nova Mesa Diretora do Tribunal de Justiça. Com 20 votos, o desembargador Benito Figueiredo é o presidente eleito do TJ para o biênio 2006/2008, a desembargadora Lucy Moreira, que obteve 27 votos como candidata única, é a nova vice-presidente e o desembargador João Pinheiro, também candidato único, o corregedor geral da Justiça, com 26 votos.
Iniciado o pleito, que prosseguiu até o fim da manhã, os desembargadores votaram secretamente dois a dois, por ordem de antiguidade, em urnas distintas. Após a votação para presidente, quando concorreram os desembargadores Eduardo Jorge (seis votos), Lucy Moreira (quatro votos) e Benito Figueiredo (20 votos), veio o escrutínio para a vice-presidência.
Já eleito presidente Benito Figueiredo e com o impedimento do desembargador Eduardo Jorge, em razão de já ter exercido a vice-presidência, Lucy Moreira ficou como única candidata, conquistando o posto. Na escolha do corregedor geral, o desembargador Eduardo Jorge não se candidatou, o que levou a se inscrever (por ordem de antiguidade) e a se eleger o desembargador João Pinheiro.
Após o pleito, os candidatos eleitos atenderam à imprensa e foram cumprimentados pelos familiares, magistrados, advogados, promotores e servidores. Na avaliação do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Gilberto Caribé, a eleição transcorreu de forma tranqüila e democrática. Em entrevista coletiva, afirmou que a escolha dos integrantes da Mesa Diretora por seus pares dá-se em razão de afinidades, “que podem variar momentaneamente”. Disse ainda que “o importante é dar o voto a quem objetiva levar o Tribunal de Justiça a sua finalidade última, a prestação jurisdicional ágil e de qualidade”.
Ao lembrar as qualidades dos eleitos para a Mesa Diretora, declarou conhecer o trabalho dedicado e aguerrido da desembargadora Lucy Moreira e definiu o desembargador João Pinheiro como magistrado por vocação. Também destacou Benito Figueiredo como homem simples, dedicado à causa da justiça e com quem tem afinidades pessoais e profissionais.
Caribé também teve oportunidade de reforçar posicionamentos e elucidar dúvidas. “Continuo defendendo o aumento do número de juízes e desembargadores como uma das formas de se agilizar os serviços judiciários. Tanto que, quando da votação pelo Pleno do aumento do número de desembargadores para 35, defendi essa possibilidade, já prevista na Constituição, até que haja a alteração da Lei de Organização Judiciária”, declarou.
O presidente do TJ ainda afirmou não haver dissidências entre os integrantes da Casa, ao contrário do que já noticiaram alguns veículos de comunicação. “O que há, às vezes, são divergências sobre questões institucionais. Mas estamos todos marchando no mesmo sentido”, garantiu. Sobre a relação com os outros Poderes, Caribé afirmou ter encontrado tanto do Executivo quanto do Legislativo empenho em atender aos pleitos do Judiciário.
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