Atender com eficiência e rapidez, mantendo a qualidade dos serviços cartorários mais procurados pela população, sobretudo as pessoas de camadas de menor poder aquisitivo, idosos e deficientes físicos. Esta tarefa tem sido exercida diariamente pelo Núcleo de Atendimento Judiciário (NAJ). Rotina que não se altera nem mesmo numa sexta-feira posterior a um feriado, como aconteceu ontem (dia 9).
Movimento intenso tanto nos guichês do Poder Judiciário (incluindo-se a Central de Mandados e o Juizado de Defesa do Consumidor) quanto nos postos de instituições em parceria com o núcleo, como os dos Tribunal Regional do Trabalho, da Justiça Eleitoral e Justiça Federal da Bahia, todos funcionando em um espaço físico comum, no Shopping Baixa dos Sapateiros, com a infra-estrutura (atendimento e distribuição de guias) do NAJ.
Do primeiro dia útil de janeiro deste ano até ontem, às 10h20min, foram 115.602 solicitações e 81.092 clientes atendidos somente nos serviços prestados pelo Poder Judiciário, atesta relatório apresentado pela coordenadora Adriana Maria Fernandes de Freitas. Segundo os dados estatísticos do relatório por cartórios, os números mais expressivos de atendimento foram: 47.577 solicitações para abertura de firma, 20.855 certidões de protesto, 14.089 certidões negativas de propriedade, 17.431 certidões de pessoa física, 1.842 habilitações de casamento, 760 solicitações no Juizado de Defesa do Consumidor e 2.085 procurações, números que justificam a importância do núcleo, criado com o objetivo de democratizar o acesso aos serviços públicos da Justiça.
Funcionando como uma extensão do Tabelionato do 7º Ofício do Fórum Ruy Barbosa, o cartório do NAJ registra uma demanda crescente, segundo a tabeliã Haline Magaly Oliveira. São dezenas de pessoas procurando diariamente, principalmente pela manhã, os serviços, a maioria idosos, buscando declaração de escritura pública de convivência, e deficientes físicos.
Tanto a tabeliã como a coordenadora do NAJ entendem que o atendimento seria melhor, proporcionando mais conforto e bem-estar aos usuários e aos próprios servidores, se as pessoas atentassem para o fato de que o NAJ funciona ininterruptamente das 9 às 18 horas, não precisando concentrar-se nas primeiras horas da manhã nas proximidades do shopping, como ocorre. Para Adriana Fernandes, não há necessidade de as pessoas chegarem às 5h30min, ficando na via pública, correndo riscos, já que o shopping só abre às 8h30min.
Dona Adeliza Teles é o maior exemplo do problema citado pela coordenadora e tabeliã. Moradora em Entre Rios, veio a Salvador atender ao pedido de uma prima que deseja revisão de seu benefício. Hospedada na casa de uma tia, nas proximidades do NAJ, acordou bem cedinho e, às 5h30min, era a primeira de uma fila que começou na porta do shopping e logo estava descendo a ladeira. Mesmo passando três horas na fila até o shopping abrir as portas, estava contente, porque pegou a senha 1. Mas admitiu que chegou a ter medo por alguns instantes enquanto esperava. “É a hora em que muita gente que mora nas ruas está acordando, fiquei preocupada, principalmente quando ainda estava quase sozinha na fila”, reconheceu.
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