Brasília, 06/12/2005 ? A Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Alagoas qualificou hoje (06) como ?um presente de grego às vésperas do Natal?, a transferência para Maceió do traficante Luiz Fernando Costa, o Fernandinho Beira-Mar, depois de sua passagem por Florianópolis. ?Alagoas foi brindada por esse presente de grego que gera angústia, insegurança e intranqüilidade à população?, afirmou o presidente em exercício da OAB-AL, Everaldo Patriota. Segundo ele, a Superintendência da Polícia Federal local, responsável pela custódia do traficante, está totalmente desequipada para cumprir essa missão.
O Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas informou oficialmente à OAB, segundo ele, que seus próprios agentes, no desempenho do ofício, correm hoje risco de vida com a presença do traficante Beira-Mar. ?Portanto, essa intranqüilidade gerada pela presença dela, que já está no inconsciente coletivo, chega a cores dramáticas quando o Sindicato dos Policiais Federais do Estado oficia a OAB informando que não tem efetivo suficiente para custodiar o traficante; o efetivo é aquele comum?, disse.
?Além disso, o mesmo Sindicato nos informou que o detector de metais da entrada da porta principal da Superintendência da PF está desativado; o sistema de câmeras está totalmente avariado e a cerca elétrica também não está funcionando?, relatou o presidente da OAB-AL. Segundo afirmou, ?tudo isso cria um ambiente de vulnerabilidade e facilita um possível resgate, visto que a Superintendência não está adequada à custódia de elemento de tamanha periculosidade?.
Everaldo Patriota lamentou ainda o fato de o Estado de Alagoas receber pela segunda vez Fernando Beira-Mar. ?Temos 27 unidades da Federação e apenas cinco até agora receberam o traficante como preso e eu pergunto, então, se isso é justo num sistema federativo?, ressaltou ele.
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