Belém (PA), 12/12/2005 - A Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Pará comemorou a condenação dos executores da missionária norte-americana Dorothy Stang, Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista, que receberam penas de 27 anos e 17 anos de reclusão, respectivamente. No entanto, espera que os mandantes, Vitalmiro Bastos de Moura, o "Bida" e Regivaldo Galvão, o "Taradão", sejam igualmente punidos pelo crime. "O importante é que seja fechada toda a cadeia da pistolagem", afirma a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PA, Mary Cohen.
Na opinião do presidente da OAB do Pará, Ophir Cavalcante Junior, o resultado do júri é o coroamento de um trabalho que envolveu toda a sociedade civil e as instituições públicas no sentido de se alcançar a Justiça. "Esse julgamento resgatou a credibilidade da sociedade nas instituições e na Justiça". Ophir espera que esse caso não passe a ser considerado exceção, mas torne-se um procedimento para o Judiciário paraense. "A Justiça tem de ser firme e rigorosa para que se dê uma resposta à sociedade", afirmou Ophir Junior.
Mary Cohen ressaltou que o papel desempenhado pela OAB-PA neste caso teve reflexo direto na celeridade das investigações e no julgamento dos envolvidos no crime. Isso porque, segundo ela, a entidade requereu imediatamente o ?Incidente de Deslocamento de Competência? do caso, a chamada ?federalização?, utilizando-se de dispositivo legal permitido pela Emenda Constitucional n° 45 (da Reforma do Judiciário). "O pedido de federalização contribuiu para que a Justiça agilizasse o trabalho técnico", avalia Mary.
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