O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (7) projeto de Lei da Câmara (PLC) 50/2005 que define as diretrizes da Política de Prevenção e Atenção Integral à Saúde da Pessoa Portadora de Hepatite no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto estabelece que o SUS prestará atenção integral aos portadores de hepatite, com a participação da sociedade na definição e no controle das ações e dos serviços que se fizerem necessários.A matéria vai à sanção presidencial.
O relator do projeto, senador Papaléo Paes (PSDB-AP), ressaltou a relevância da matéria, pelo número de pessoas que poderão ser beneficiadas. Apesar de os dados acerca da doença serem falhos, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, estima que cerca de 1,5 milhão de brasileiros sejam portadores do vírus da hepatite C. Em relação à hepatite B, calcula-se que cerca de 4 milhões de brasileiros sejam portadores, explicou o senador, que alertou para a gravidade da doença, que exige tratamento contínuo e prolongado. Ele registrou a presença no Plenário da autora do projeto, deputada Mariângela Duarte (PT-SP).
Na discussão do projeto, o presidente do Senado, Renan Calheiros, cumprimentou a deputada pela iniciativa, ressaltando a importância da matéria para milhares de pessoas. Ele foi acompanhado nos elogios à deputada pela senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA) e pelo senadorAugusto Botelho (PDT-RR). A senadoraHeloísa Helena (PSOL-AL) lembrou que o senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO) fez um tratamento longo contra a hepatite e alertou para a gravidade da doença. Eduardo Siqueira Campos, emocionado, lembrou que, depois de cinco anos de tratamento, tornou-se um dos primeiros brasileiros a provar que a doença tem cura.
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "Plenário aprova projeto que define política de atenção aos portadores de hepatite"
Deixe o seu comentário
Você deseja ver o seu avatar no seu próximo comentário? Você precisa do Gravatar.
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.