Reconhecido por seus pares como símbolo da luta para aumentar o poder de compra do salário mínimo, o senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou em Plenário a instalação na manhã desta quarta-feira (7) da Comissão Mista - formada por 8 deputados e 8 senadores - para efetuar estudos destinados a implantar política de reajuste do salário mínimo. Segundo o senador, essa é a primeira vez que as duas Casas se unem para encontrar uma solução nesse sentido.
- O mais importante não é só fixar o salário mínimo, mas implementar uma política permanente para sua recuperação. De fato, se fossemos cumprir a Constituição, o salário teria de ser estar em torno de R$ 1.500. O debate está entre R$ 340 e R$ 400. Nem o movimento sindical vê de forma diferente. Entre o ideal e o possível sabemos que há uma distância grande - disse o senador.
O senador Leomar Quintanilha (PC do B-TO) disse que não é possível se sentir tranqüilo em um país onde há pessoas que reviram lixo para sobreviver, cobrando a diminuição da desigualdade entre os menores e os maiores salários. Por sua vez, o senador Mão Santa (PMDB-PI) lembrou que essa diferença, no Brasil, é uma das maiores do mundo, com o maior salário figurando em 67 vezes maior que o menor. Segundo ele, essa diferença, em "países civilizados" aproxima-se a 10 vezes.
Paim também parabenizou produção da TV Senado sobre o Quilombo dos Palmares, classificando-a como "uma belíssima reportagem". Para o senador gaúcho, a tevê agiu politicamente correta, ao fazer uma retrospectiva da historia de Zumbi muito próxima da realidade, demonstrando a diversidade racial.
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