O ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, disse nesta quarta-feira (7), em entrevista coletiva no Senado, que o novo valor do salário mínimo deverá ficar entre R$ 321 e R$ 400, mas a decisão final será do presidente da República.
- Por enquanto, é um processo de debate. Tem um número que foi para o orçamento, que é de R$ 321 e as pessoas falam de R$ 400. Eu posso antecipar que R$ 400 é um número excessivamente alto para a contabilidade da Previdência Social. Não que os trabalhadores brasileiros não mereçam, mas as coisas não são do jeito que a gente quer. A gente quer e tem que poder fazer. Eu diria que está entre R$ 321 e R$ 400 - observou o ministro.
Jaques Wagner disse que não conversou com o presidente Lula sobre a revelação de que o PT pagou com dinheiro de caixa dois uma parte da dívida de campanha eleitoral que ainda tem com a empresa Coteminas, que pertence ao vice-presidente da República, José Alencar. Para ele, o PT já sofreu todo o desgaste possível em relação a esse escândalo de corrupção, pois é um problema que envolve apenas algumas pessoas e não compromete o partido como instituição.
- Evidente que ninguém do PT gosta de mais uma revelação daquilo que foi feito de errado durante esse processo todo de financiamento de campanha. É um pouco mais daquilo que já tinha sido revelado e é evidente que não é bom. Na minha opinião, o PT é muito maior que esse problema. O processo eleitoral interno demonstrou que a militância e os filiados do PT entendem que têm de superar esse problema e continuar sua trajetória. Isso a gente vai medir, inclusive, no processo eleitoral do ano que vem - avaliou.
Em relação à política econômica, o ministro garantiu que o presidente Lula não fará mudanças nas diretrizes básicas. Jaques Wagner disse que, apesar de ter vivido a turbulência política dos últimos sete meses, o presidente não se deixou abalar e manteve uma condução serena da economia. Ele assinalou que os ajustes serão feitos em função dos resultados da economia, mas os fundamentos serão mantidos.
- Do ponto de vista dos pilares da economia, não esperem mudanças porque essa decisão do presidente está tomada e está mantida, inclusive no ano de 2006 - garantiu.
Para Jaques Wagner, a relação entre oposição e governo tende a mudar. Ele manifestou a crença de que, a partir de 2007, essa relação será cada vez mais madura porque todas as forças políticas mais significativas no cenário nacional já terão exercido o papel de governo e o papel de oposição. "A partir de 2007, ninguém fará oposição como já se fez e ninguém será governo como foi. É um processo de amadurecimento. A luta política é sempre bem-vinda, ela é a alma da democracia, mas não deve ultrapassar o bom senso porque aí prejudica o país e a própria classe política", concluiu.
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