O senador Paulo Paim (PT-RS) registrou, nesta terça-feira (6), o 29º aniversário da morte do ex-presidente e líder trabalhista João Melchior Marques Goulart, o Jango, único presidente a morrer no exílio, na Argentina, em 1976.
Paim salientou que Jango morreu fora de sua pátria por seus acertos e não pelos erros, na tentativa de conseguir um Brasil mais justo e socialmente mais digno. Ele teria buscado implantar a verdadeira democracia social, por meio das chamadas reformas de base.
Paim relembrou que, quando Jango assumiu, em 1961, o país vivia uma grave crise política, militar e econômica e tentaram impedir sua posse, em substituição a Jânio Quadros, que acabara de renunciar. Acrescentou que o Congresso, sob pressão, adotou o sistema parlamentarista, rechaçado, posteriormente, por um plebiscito, que devolveu a Jango seus poderes de presidente.
O representante sulriograndense salientou que Jango defendeu os interesses nacionais e a soberania do país, ao estabelecer regras para investimentos os estrangeiros, permitindo o controle da remessa de lucros para o exterior; encampou refinarias pertencentes ao capital privado; deu à Petrobras o monopólio da importação de petróleo; criou normas disciplinando a exploração de minério; incentivou a sindicalização rural; reconheceu o Comando Geral dos Trabalhadores; e instituiu o 13º salário; entre outros avanços.
Paim lembrou que Jango conseguiu implantar e estruturar a Eletrobrás, que Getúlio Vargas teria tentado, em seu último governo, mas fora impedido de fazê-lo. Elogiou a bravura de Jango, ao conseguir aprovar no Congresso a Lei de Telecomunicações, apesar das resistências do poder econômico.
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