A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) acredita que houve partidarização nas investigações que resultaram no sub-relatório sigiloso do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) sobre fundos de pensão, apresentado nesta terça-feira (6) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos Correios. Para a senadora, houve foco no período de governo petista e um "olhar político" na confecção do texto.
Ideli destacou que os dois fundos de pensão responsáveis por mais de dois terços das operações consideradas atípicas pelo relator são do estado do Rio de Janeiro (Prece e Sistel), não tendo portanto conexão com o objeto de investigação da CPI. A senadora lembrou ainda que as operações, que geraram perda acumulada de R$ 730 milhões para 14 fundos de pensão, podem ser resultado de má fé, mas também de imperícia ou coincidência.
A senadora disse que a análise feita por Antonio Carlos selecionou dois contratos feitos pelos fundos de pensão com as empresas Trevisan e Globalprev por referirem-se ao período do governo do PT. O contrato com a Trevisan é de R$ 132 mil, enquanto Antonio Carlos teria deixado de analisar um contrato de R$ 2 milhões com uma empresa de limpeza datado de 2000, destacou a senadora.
Valerioduto
Já o deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ) afirmou que a investigação encontrou conexões entre as operações suspeitas feitas pelas corretoras de valores para os fundos de pensão e empresas e pessoas ligadas ao chamado "valerioduto" - suposto esquema coordenado pelo empresário Marcos Valério de Souza. Entre os envolvidos estariam José Carlos Batista (que é apontado como "laranja") e as corretoras Bonus-Banval e Garanhuns.
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