O senador Efraim Moraes (PFL-PB) criticou, nesta terça-feira (6), o descaso com que o governo vem lidando com a greve dos professores das universidades federais, que já dura mais de cem dias. Ele disse não concordar com o fato de o Ministério da Educação ter oferecido aos docentes apenas 9% de reajuste, metade do que é reivindicado.
- O governo Lula, um dos maiores exemplos que se pode ter de uma comédia de erros, abandonou a negociação com os professores em greve, enviando sua proposta de reajuste ao Congresso Nacional, à revelia dos docentes - protestou o senador.
Efraim lembrou que, durante a campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu que faria da educação sua prioridade. Passados quase três anos desde que o PT passou a ocupar o Palácio do Planalto, no entanto, o cenário que se tem visto, para ele, não é dos melhores.
- Esse quadro catastrófico, fruto do sucateamento das universidades públicas e da deterioração das condições de ensino no país, em todas as suas instâncias, é conseqüência do contingenciamento dos recursos para a educação, na maioria dos casos desviados para compor o superávit primário - disse o senador.
Efraim ressaltou a importância dos investimentos maciços nessa área para que um país se desvencilhe do atraso e alcance altos níveis de prosperidade econômica e social. Ele citou o exemplo da Coréia do Sul, que, graças aos incentivos em educação, em três décadas saiu de condições inferiores às do Brasil e entrou no seleto grupo dos países mais prósperos e mais modernos do mundo.
A nota do "Painel" chega a dizer que Efraim, "segundo a opinião geral dos governistas", puxaria o "cordão dos sem-emendas", pois a ele o governo atribuiria "boa parte de seus percalços recentes".
- Eu quero dizer ao governo que o senador Efraim Moraes não fez nenhuma emenda para si próprio, e nem costuma negociar voto através desse mecanismo. Minhas emendas sempre tiveram como foco o interesse dos municípios paraibanos - defendeu-se.
Efraim, que é presidente da CPI dos Bingos, recebeu os cumprimentos do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), relator da comissão, que atribuiu os comentários a atos de retaliação, devido ao bom trabalho que vem sendo desenvolvido pelo colegiado.
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