Em audiência pública no Conselho de Comunicação Social nesta segunda-feira (05), o vice-presidente de Marketing da Vivo, Luís Avelar, afirmou que a empresa pretende continuar a investir nas grandes redes de telecomunicação e de tecnologia mundiais no Brasil e não tem interesse em desenvolver conteúdo ou radiodifusão no país.
Avelar afirmou que não faz sentido o Brasil ficar atrasado tecnologicamente e que a Vivo pretende atender às exigências do mercado de mobilidade e multiplicidade de ofertas em um só aparelho celular (câmera fotográfica, games, relógio, MP3, canais de TV).
Em resposta a Geraldo Pereira dos Santos, conselheiro representante da área de Cinema e Vídeo, Avelar disse não compreender porque o Brasil não está na liderança da expansão dos celulares, a exemplo da Índia, e citou Argentina e Chile como países que suplantaram o Brasil nesse setor. Avelar salientou a criatividade dos brasileiros e citou como exemplo a empresa WIZ, formada por um grupo de jovens da PUC-RJ, a quem a Vivo fez uma proposta para desenvolvimento de games e que hoje é uma das principais fornecedoras para os Estados Unidos.
Avelar salientou que a Vivo aposta na inclusão digital, possibilitando o acesso das populações carentes à educação, via celular, por meio de e-learning (aprendizado via e-mail) e da tele-educação. A próxima reunião do conselho está marcada para 6 de março, com a instalação das Comissões de Trabalho do Marco Regulatório e sobre Liberdade de Expressão e palestras sobre rádio digital e bebidas alcoólicas nos meios de comunicação.
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