Ao enumerar as potencialidades do sertão paraibano, o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) cobrou do governo federal políticas públicas capazes de desenvolver educação, agropecuária e turismo nas áreas sertanejas em seu estado. Suassuna informou que a região - cerca de 40% da Paraíba - é responsável pela geração de R$ 1,7 bilhão por ano e não pode mais ficar à espera de decisões políticas voltadas para o combate e para a erradicação da pobreza.
- Infra-estrutura é o mínimo que se deve exigir dos governos para que uma região possa se desenvolver. É o que, neste momento, reclamo em nome do sertão paraibano. Que uma espécie de New Deal sobrevenha e possibilite à região encontrar-se com seu luminoso destino - disse o senador, referindo-se ao plano econômico adotado nos Estados Unidos pelo governo Roosevelt para restaurar a economia abalada pela crise de 1929.
O líder do PMDB procurou demonstrar a importância da agropecuária na região. Ele informou que a agricultura é responsável por 120 mil empregos diretos e que a pecuária cresceu 38% entre 1998 e 2003. Além disso, Suassuna frisou que a área poderia se tornar grande fornecedora de gêneros agrícolas para o mercado externo. Para tanto, o senador cobrou políticas que garantam a irrigação das terras durante o período de estiagem.
Suassuna deu diversos exemplos de como transformar a região em pólo turístico, explorando suas riquezas naturais como flora e fauna, além dos quilombos e áreas indígenas. Ele também cobrou agilidade na tramitação do projeto de lei que cria a Universidade Federal do Sertão da Paraíba, que encontra-se na Câmara dos Deputados.
Em aparte, o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) lamentou a falta que faz uma agência de fomento para a região nordestina, nos moldes da antiga Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) manifestou apoio ao discurso de Suassuna.
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