Em seu discurso de agradecimento, Renan criticou o "aperto da política fiscal", os juros elevados e o contingenciamento de recursos orçamentários, "que freiam os investimentos e derrubam nosso crescimento econômico". Ele assinalou que a crise política também tem colaborado para a retração da economia e que é preciso equilíbrio e bom senso para harmonizar os conflitos políticos.
- Precisamos trabalhar com seriedade na construção de uma agenda positiva para o país. Nos últimos dias, acertei com o presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo, uma pauta prioritária de votação até o final do ano legislativo. A reforma tributária e a reforma política, que foram aprovadas no Senado, precisam, com urgência, sair do papel - afirmou.
Renan também frisou que o Legislativo precisa mudar as regras do orçamento. Para ele, o "contingenciamento absurdo" do orçamento é responsável não somente pelo atraso no crescimento econômico, mas também pelo caos na segurança pública do país, "problema que tem penalizado, de forma particular, a cidade do Rio".
- Estamos ainda analisando uma série de medidas emergenciais na área de segurança pública. Criamos uma comissão específica para sistematizar propostas que garantam mais recursos aos estados e combatam a impunidade que continua a armar o braço da violência. Foi com essa preocupação que apresentei Proposta de Emenda à Constituição estabelecendo percentuais mínimos de gastos com segurança pública: 15% para a União; 7% para os estados; e 1% para os municípios. O contingenciamento dos recursos ficará permanentemente proibido - finalizou.
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "Renan quer que reformas tributária e política saiam do papel"
Deixe o seu comentário
Você deseja ver o seu avatar no seu próximo comentário? Você precisa do Gravatar.
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.