O deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) afirmou, nesta segunda-feira, que o relatório parcial que apresentará nesta terça-feira (6) ao plenário da CPI dos Correios dará destaque à conclusão de que há um montante expressivo de recursos que podem ter sido objeto de má gestão por parte dos fundos de pensão.
O documento, segundo ACM Neto, é uma prestação de contas e ressalta as possíveis irregularidades envolvendo fundos públicos, estaduais e híbridos em operações de derivativos e de títulos públicos entre 2000 e 2002.
- Já está constatado que as operações foram irregulares, que fugiram aos padrões de mercado e que se repetiram em diversos fundos. Os desdobramentos da investigação vão revelar quem realmente ficou com os recursos - disse o deputado.
Segundo ACM Neto, há, inclusive, indícios de lavagem de dinheiro, envolvendo um personagem conhecido no cenário nacional, cujo nome ele só revelará durante a apresentação do parecer.
O sub-relator garantiu, no entanto, que procurará não fazer qualquer referência de natureza política, embora reconheça que é de conhecimento público que havia interesses por trás da indicação dos diretores dos fundos e da coordenação de suas operações.
- Vou deixar a cargo dos membros da CPI e da opinião pública brasileira fazer esse julgamento - disse.
Ele afirmou que a equipe que o auxiliou na sub-relatoria irá especificar detalhadamente todos os critérios utilizados na investigação com todos os órgãos de mercado e entidades fiscalizadoras. Será apontado, em números, quanto cada fundo possivelmente perdeu em cada ano e com quem, além de citadas as corretoras que fizeram as intermediações.
O parecer que, conforme resolução da CPI, não será votado. Após essa etapa, informou o sub-relator, pessoas serão ouvidas para averiguar se há ou não uma conexão direta entre as operações dos fundos e o chamado "valerioduto".
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