O ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) Adauto Tameirão Machado, em depoimento nesta quarta-feira (28) à sub-relatoria de contratos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, defendeu-se da acusação de que negociava e recebia propina para não aplicar ou reduzir o valor de multas por descumprimento de cláusulas contratuais com fornecedores e prestadores de serviço. Tameirão foi sucedido no cargo por Maurício Marinho, flagrado em vídeo recebendo R$ 3 mil, evento que desencadeou a CPMI e a crise do suposto "mensalão".
Marinho, em depoimentos anteriores, acusou as administrações passadas dos Correios, no governo Fernando Henrique, de fazer tráfico de influência com lobistas e de improbidade administrativa. Tameirão disse que nunca ouviu falar de "acertos" com empresários. Também se disse "indignado" com a acusação de que cobrou propina das empresas Novadata e Positivo para não aplicar multas.
- Até a minha gestão, todas as multas foram aplicadas. A partir da entrada do senhor Maurício Marinho, nenhuma multa foi aplicada. Isso está no relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) - afirmou.
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