Durante a discussão do projeto de lei (PLN 62/05), com origem no Executivo,o senador Heráclito Fortes (PI), em nome da liderança do PFL, questionou a destinação de recursos ao Banco do Estado do Piauí (BEP) para modernização e informatização de agências, sem que o governo estadual discutisse o assunto com a bancada.
O projeto em discussão abre crédito suplementar no valor de R$ 214,9 milhõesem favor de diversas empresas estatais e reduz o orçamento de investimento de diversas empresas no valor global de R$ 1,29 bilhão.
O relator do projeto Gilmar Machado (PT-MT) explicou que os recursos são um investimento cujo objetivo é a melhoria da qualidade da prestação de serviços. Esses recursos, esclareceu, não serão destinados somente ao BEP, mas a outras estatais como a Caixa Econômica Federal e a Casa da Moeda.
A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) disse que o governo Lula assumiu "de forma apaixonada" a federalização dos bancos estaduais,um dos itens de protocolo assinado pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, com a colaboração do então ministro da Fazenda Pedro Malan e do então presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Esse mecanismo, acredita, "serve para potencializar o saneamento da instituição com vistas a sua privatização".
O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio Neto (AM) observou que várias empresas envolvidas no "mensalão" estão sendo beneficiadas com os créditos suplementares.
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