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Empresas privadas também financiaram valerioduto

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 21 de dezembro de 2005
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O relatório preliminar da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos Correios apresentado nesta quarta-feira (21) pelo deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) constatou que empresas do setor privado também financiaram o valerioduto. Entre as empresas do setor privado que mais teriam financiado o esquema do empresário Marcos Valério estão a Brasil Telecom, Telemig Celular, Amazônia Celular, Usiminas e Cosipa, entre outras.

O relatório indica que auditoria da própria Brasil Telecom apontou que os contratos feitos com a DNA e a SMP&B foram fechados fora dos trâmites normais e através de ordem direta da presidente, Carla Cico. A auditoria também indicou que houve pagamentos antecipados nesses contratos. O documento contesta a prestação e a qualidade dos serviços realizados pelas empresas de Marcos Valério. Mesmo depois dessa auditoria, a Brasil Telecom fez novos contratos com as empresas no valor estimado de R$ 50 milhões.

Em relação à Telemig e a Amazônia Celular foram encontradas discrepâncias entre os contratos firmados e os dados contábeis conseguidos via quebra de sigilo bancário. A Telemig apresentou notas no valor de R$ 10 mil, mas o sigilo bancário indicou depósitos de mais de R$ 5,5 milhões para as empresas de Marcos Valério. A Amazônia Celular tinha contrato de R$ 29 mil e depósitos de cerca de R$ 3,1 milhões. Já a Usiminas e a Cosipa efetuaram pagamentos a empresas do valerioduto nos valores respectivos de R$ 1,1 milhão eR$ 5,8 milhões sem terem contratos com as empresas.

O relatório enumerou irregularidades nos empréstimos feitos junto ao Banco Rural e BMG. As principais irregularidades indicadas foram a renovação de débitos sem redução no valor principal dos empréstimos nem o pagamento de juros; qualificação inadequada do grau de risco dos empréstimos e concessão de empréstimos com garantias insuficientes.

Já no Banco Rural uma das irregularidades apontadas foi o uso de contrato de publicidade entre a DNA e o Banco do Brasil como garantia de empréstimo. O banco fez ainda 11 renovações sucessivas sem amortização nem pagamento dos juros e a CPI indicou que os riscos dos empréstimos nesse banco também foram classificados de maneira inadequada.

 

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