A proposta de um orçamento impositivo - que garante a execução de despesas conforme foram aprovadas pelo Congresso, ou seja, sem que o Executivo possa contingenciar esses recursos - foi defendida nesta terça-feira (20) por Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado. Ele afirmou que "as emendas parlamentares nunca poderiam deixar de ser pagas", e que a proposta visa "retirar o poder de barganha do governo federal, tanto deste como dos outros".
- Sem esse poder de barganha, acabam as negociações em que o Executivo condiciona o pagamento de emendas a votações favoráveis no Congresso - argumentou.
Quanto ao orçamento de 2006, o senador frisou que "a matéria passará se for do agrado da oposição, se for boa para o país aos olhos da oposição; do contrário, não passará". Além disso, Arthur Virgílio atribuiu o atraso na apreciação do orçamento à desarticulação política do governo.
- Nós não obstaculizamos a votação dessa matéria. Quem obstaculizou a votação do orçamento até aqui foi a incompetência do governo - disse.
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