Os três anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram de incompetência e corrupção, resumiu nesta quinta-feira (15), em entrevista à imprensa, o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). Para ele, o governo não tem nada a comemorar. O senador chegou a prever que, diante da atual crise, agravada com as denúncias de pagamento do mensalão, "não existe mais salvação para a administração Lula".
- A chance de reeleição do presidente Lula é zero - previu Jorge Bornhausen, ao informar que quando um governante, a exemplo de Lula, atinge um índice de rejeiçãosuperior a 40%, "dificilmente tem chances de ganhar uma eleição". O senador acredita que a rejeição a Lula irá crescer em todo o país nos próximos meses, principalmente entre a classe média, mas reconheceu que, nos partidos chamados de esquerda, o nome de Lula ainda é o mais forte para uma disputa presidencial.
Indagado sobre se o Palácio do Planalto poderia ganhar novo fôlego e subir nas pesquisas de opinião, caso resolva direcionar, nos próximos meses, recursos para a infra-estrutura, para a produção e para a área social, Bornhausen disse que não, por entender que a equipe do governo sequer teve capacidade administrativa de gastar, em obras e serviços, um total de R$ 8 bilhões, liberados há meses pelo Ministério da Fazenda "e que até hoje estão guardados no cofre". Bornhausen estranhou que no final do ano "e a toque de caixa", o governo insista em gastar cerca de R$ 2 bilhões. Se isso ocorrer - antecipou o senador - o governo irá gastar mal.
Eleições
Com relação às eleições presidenciais de 2006, Jorge Bornhausen disse que o melhor caminho para o PFL seria o lançamento de uma candidatura própria. A seu ver, esse é o atual sentimento dominante no partido. Adiantou, no entanto, que a decisão só sairá em março do próximo ano, prazo para que o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, César Maia - candidato escolhido por unanimidade pelo diretório nacional do partido - anuncie a sua intenção de sair candidato.
Na avaliação de Jorge Bornhausen, a candidatura à presidência da República "só depende de César Maia". O lídr do partido disse que se o prefeito não aceitar sair candidato, o PFL vai escolher uma nova candidatura, mas não quis adiantar nomes. Quanto a uma suposta coligação com as oposições - leia-se PSDB - Bornhausen foi claro: apenas no segundo turno das eleições.
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