O senador Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL) criticou, nesta quarta-feira (14), a ausência de empresas privadas no primeiro leilão de energia nova, marcado pelo governo federal para sexta-feira (16). O setor chama de energia nova aquela proveniente de empreendimentos de geração que entraram em operação comercial a partir de 2003, mas que não foram até agora contratados. O desinteresse da iniciativa privada, disse ele, seria devido à falta de segurança com relação às normas estabelecidas e a inviabilidade no preço máximo pretendido pelo megawatt/hora gerado, fixado pelo governo em torno de R$ 116 reais.
- O governo do Partido dos Trabalhadores não conseguiu delimitar, com clareza, um marco regulatório consistente para o setor elétrico. Ao contrário, está promovendo uma clara reestatização na área- afirmou.
Teotônio manifestou ainda sua preocupação com a possibilidade de ocorrência de racionamento de energia elétrica em 2009. Os projetos programados para licitação, de acordo com o representante de Alagoas, poderiam fornecer apenas 1,054 mil megawatts de energia, frente a uma demanda, calculada por especialistas, em 4 mil megawatts. Além disso, ressaltou, o prazo de três anos até 2009 seria insuficiente para a construção das novas hidrelétricas.
Em aparte, José Jorge (PFL-PE) criticou também o governo federal pela falta de investimentos na construção de novas usinas hidrelétricas.
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "Teotônio critica ausência de empresas privadas em leilão de energia do governo federal"
Deixe o seu comentário
Você deseja ver o seu avatar no seu próximo comentário? Você precisa do Gravatar.
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.