A senadora Íris de Araújo (PMDB-GO) manifestou, nesta quarta-feira (14), seu descrédito com a eficácia das medidas propostas pela reforma política visando a correção das práticas de corrupção presentes na administração pública brasileira. Os políticos corruptos, disse a senadora, "sempre vão encontrar uma maneira de burlar as regras estabelecidas para continuar a subtrair do erário somas magníficas de dinheiro que irão engordar suas polpudas contas nos paraísos fiscais".
Em sua opinião, o país precisará sofrer uma revolução na forma de gerir os recursos públicos a fim de que os governos consigam usar "cada tostão" arrecadado em obras e ações exclusivamente voltadas para atender o interesse da população.
- Bastariam os 10% ou 20% dos recursos desviados pela sangria da máquina estatal para saciar a fome dos 45 milhões de brasileiros ainda situados na linha de pobreza próxima da absoluta- afirmou.
Ao se referir a pesquisas de opinião pública revelando a queda de confiança na classe política, Íris de Araújo lembrou que a responsabilidade pela atual imagem ruim dos partidos deve ser atribuída a apenas uma parcela de seus membros, gananciosos, desonestos e impatriotas. Ela enfatizou ainda a necessidade de "jamais se perder a esperança em modificar radicalmente as condutas, de tal forma que possam falar mais alto os padrões da ética essencial e imprescindível".
Em aparte, os senadores Augusto Botelho (PDT-RR), Paulo Paim (PT-RS) e Heloisa Helena (PSOL-AL) manifestaram seu apoio ao discurso da senadora goiana. Heloísa elogiou-a pela "delicadeza e sensibilidade social".
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