O aumento das exportações brasileiras foi o objetivo comum apresentado nesta terça-feira (13) à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) pelos embaixadores indicados para Hungria, Belize e Gana. Com parecer favorável da comissão, as mensagens presidenciais que contêm as indicações serão agora submetidas ao Plenário.
Apontado para a embaixada em Budapeste, José Augusto Lindgren Alves - atual embaixador na Bulgária - elogiou o rápido crescimento das exportações brasileiras para a Hungria: de US$ 61 milhões em 2004 para US$ 148 milhões de janeiro a novembro de 2005. Ele prometeu manter o empenho no crescimento das vendas, além de buscar maior aproximação política e cultural entre os dois países.
- Dom Pedro II foi o único chefe de Estado brasileiro a visitar a Hungria - observou Lindgren.
Também se comprometeu com a manutenção do ritmo das exportações brasileiras o diplomata indicado para embaixador em Gana, Luiz Fernando de Andrade Serra. Ele ressaltou que o comércio bilateral atual é quase totalmente dominado pelas vendas brasileiras. De janeiro a outubro, citou, as exportações para Gana foram de US$ 182 milhões, enquanto as importações provenientes daquele país limitaram-se a US$ 500 mil.
Serra elogiou a estabilidade democrática obtida por Gana ao longo dos últimos anos, quando ocorreram quatro eleições livres para presidente da República e verificou-se a alternância de poder entre os partidos. Ele recordou ainda que Gana foi o primeiro entre os países da África colonizados por europeus a se tornar independente, em 1957.
O ministro Roberto Pires Coutinho, indicado para representar o Brasil em Belize, pequeno país da América Central que se tornou independente em 1981, vai abrir a embaixada brasileira em Belmopan, capital do país.
- Este será o nosso último elo nas Américas, dentro de um processo de aproximação com os países da América Central e do Caribe - definiu Coutinho.
Os dois países, segundo o embaixador indicado, já acertaram acordos de cooperação em áreas como as de combate à Aids e transferência de tecnologia brasileira na produção de biocombustíveis. O interesse de Belize pelo etanol, previu, poderá gerar demanda local para a aquisição de automóveis brasileiros bicombustíveis, que podem utilizar gasolina ou álcool.
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