O senador Marcello Crivella (PRB-RJ) defendeu o vice-presidente José Alencar nesta terça-feira (13) das críticas que ele recebeu da revista Veja desta semana. A publicação, numa reportagem intitulada "Um vice cara-de-pau", chamou de hipócrita a atitude de Alencar de criticar a política de juros do governo ao mesmo tempo em que sua empresa, a Coteminas, teria recebido empréstimos de R$ 421 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com juros que variavam entre 8,75% e 14% ao ano.
Crivella atribuiu tais críticas a supostos interesses de empresas de comunicação do país de que os juros não caiam. Ele explicou que essas empresas de comunicação têm dívidas em dólar, moeda cuja cotação subiria com a queda dos juros.
- A mídia brasileira defende os próprios interesses. Usa jovens e brilhantes jornalistas que se prestam ao papel de defender coisas escusas - disse Crivella.
O senador também afirmou que não seria razoável esperar que o empresário José Alencar procurasse empréstimos com juros mais altos. Ele ainda lembrou o crescimento da Coteminas, que teria comprado metade do capital da maior empresa de artigos para cama, mesa e banho dos Estados Unidos.
Para o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Alencar é um homem de bem e um grande empresário, que entrou na política "para doar um pouco de si ao país". César Borges (PFL-BA) disse que a única ressalva que fazia com relação à conduta do empresário e do vice-presidente José Alencar referia-se à negociação das camisetas feitas pela Coteminas para a campanha do PT em 2002. Do valor total cobrado pelas camisetas (R$ 12,2 milhões), somente uma parte (R$ 1 milhão) já foi paga, e, de acordo com o ex-tesoureiro Delúbio Soares, usando recursos não contabilizados.
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