O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) ocupou a tribuna nesta terça-feira (13) para lembrar o 37o aniversário do Ato Institucional no 5, o AI-5, decretado em 13 de dezembro de 1968 pelo regime militar. Para Cristovam, o AI-5 foi "um dos atos mais aberrantes da história brasileira", levando ao fechamento do Congresso Nacional, à cassação de parlamentares, à perseguição das oposições e acirramento da censura.
- Nós vivemos um período de exceção dentro da exceção. Foram longos anos de viver debaixo de um regime que não permitia a fala, a opinião, o Congresso - disse o senador.
Cristovam apontou como a pior conseqüência do AI-5 a interrupção do diálogo entre o governo e a oposição:
- Certamente, se tivesse se mantido, teríamos evitado muitos dos erros que até hoje estamos pagando - disse o senador, citou como heranças dessa ruptura o endividamento do país e a concentração de renda.
Cristovam afirmou que o país, agora, precisa "casar a democracia construída quando da derrubada do AI-5 com o atendimento das necessidades sociais". Enquanto isto não for feito, frisou o senador, "a democracia, ainda que seja uma grande conquista, ainda não valeu a pena suficientemente, porque não chegou a todos os brasileiros".
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