A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, nesta terça-feira (13), a indicação de Paulo Furquim de Azevedo, pela Presidência da República, para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A matéria, relatada pela senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA), será agora examinada pelo Plenário.
A encaminhar a indicação de Paulo Furquim de Azevedo ao Senado, o governo adiantou providência para completar o quadro de conselheiros do órgão antitruste, que vem funcionando incompleto há meses. Em outubro, o Cade chegou a ficar impedido de votar processos por falta de número legal necessário. O órgão completo trabalha com sete conselheiros.
Furquim é graduado em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas, com cursos de mestrado e doutorado em economia pela Universidade de São Paulo (USP). Nascido em São Paulo, tem trabalhos publicados sobre defesa da concorrência e organização dos mercados. Atualmente é professor e coordenador da pós-graduação da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo.
Durante sua sabatina na CAE, o senador Gerson Camata (PMDB-ES) fez referências à decisão do Cadê no sentido de fosse desfeita a aquisição da fábrica de chocolate Garoto pela Nestlé, dois anos depois de concluída a operação. De acordo com senador, a decisão equivocada acentuou no seu estado a "síndrome do galpão vazio", ou seja, o temor de ver mais uma fábrica fechada.
A CAE também aprovou requerimento do senador José Jorge (PFL-PE) para trazer à comissão, a convite, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo. O senador argumentou, na proposição, que o ministro precisa esclarecer a reduzida execução das despesas orçamentárias, quando os dados do governo apontam crescimento das receitas tributárias acima do previsto. Ele ressaltou que cerca de R$ 15 bilhões deixaram de ser investidos no ano, com prejuízo para o desenvolvimento do país.
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