O senador José Agripino (PFL-RN) criticou nesta terça-feira (13) presumível decisão do governo federal, anunciada pela imprensa, de antecipar pagamento de US$ 15,5 bilhões em dívidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que venceriam até o final de 2007. A seu ver, esses recursos deveriam ser investidos em infra-estrutura, na diminuição da carga tributária e em estímulo aos pequenos empresários.
Em aparte, o senador César Borges (PFL-BA) afirmou que US$ 15, 5 bilhões é exatamente o valor divulgado pela Receita Federal como excedente da arrecadação de tributos até outubro deste ano. Ele lamentou que, em vez de ser destinada a saúde, educação ou recuperação de estradas, a verba excedente vá para o FMI.
Agripino também comentou matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo , intitulada "Governo está sem objetivos, diz Furlan". Na matéria, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, diz que o Brasil vive uma situação geral de desânimo porque o governo federal não faz sinalizações, não traça cenários, objetivos, nem estabelece meios para atingi-los, afetando as iniciativas da sociedade e decisões de cidadãos e empresas.
- Que projeto o governo Lula tem para o país? Antecipar pagamento ao FMI? Condenar o país para fazer graça ao FMI, que eles satanizavam? Esse é o retrato vivo do governo Lula - disse o senador.
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