Mostrando matérias de jornal com denúncias de tráfico de influência envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que preside a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), pediu providências urgentes ao presidente do Conselho Nacional de Justiça, ministro Nelson Jobim, para inibir essa prática no Judiciário. A seu ver, o Supremo Tribunal Federal é o único tribunal brasileiro imune a essas práticas.
Antonio Carlos também demonstrou preocupação com a reputação da publicidade brasileira diante da crise política, que envolve denúncias de desvio de dinheiro público por meio de agências de propaganda. Ele disse que o setor não pode ficar sob suspeição, uma vez que as denúncias nada têm a ver com a atividade, mas com o governo.
- Casos isolados não podem contaminar a expressiva maioria de empresas sérias e nem o trabalho de profissionais notáveis. É fundamental que se apurem denúncias e apontem-se responsáveis, mas é imprescindível que se preserve a publicidade brasileira - disse.
O senador baiano ainda ressaltou a importância do setor para a economia, registrando que a produção publicitária do Brasil é considerada a terceira melhor do mundo, atrás somente dos Estados Unidos e da Inglaterra. A seu ver, a atividade é fator determinante das transformações sociais, viabilizando investimentos, incrementando consumo, gerando riquezas e empregos. No Brasil, informou, a publicidade movimenta R$ 15 bilhões por ano.
- Os efeitos dessa crise no setor podem ser desastrosos para o país - afirmou.
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "ACM denuncia tráfico de influência na Justiça da Bahia"
Deixe o seu comentário
Você deseja ver o seu avatar no seu próximo comentário? Você precisa do Gravatar.
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.