Às vésperas da definição sobre o início do recesso parlamentar, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) fez um apelo aos líderes no Congresso no sentido de não decidirem pelo encerramento dos trabalhos antes da votação do Orçamento de 2006 e da conclusão das investigações das comissões parlamentares de inquérito (CPIs). O parlamentar sugeriu uma breve interrupção nas atividades legislativas entre o Natal e o Ano Novo e uma convocação extraordinária em janeiro, sem pagamento de ajuda de custo, para concluir essas tarefas.
Na avaliação de Simon, soaria mal perante a opinião pública deixar uma interrogação no ar em relação às CPIs, que estariam caminhando e começando a apresentar seus resultados. Quanto ao orçamento, disse tratar-se de uma das matérias mais significativas do Congresso, sendo sua obrigação, portanto, votá-lo.
Golpe
Convalescente de uma cirurgia na coluna, Pedro Simon antecipou sua volta ao Senado - ele ainda está de licença médica - não só para defender o adiamento do recesso parlamentar. O peemedebista sustentou ainda sua convicção de que não há qualquer segmento da sociedade tramando um golpe para depor o presidente da República. A ameaça teria sido denunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e endossada em nota do Partido dos Trabalhadores (PT).
- O país nunca viveu uma hora tão difícil, mas não vejo nada que atinja o mandato do presidente Lula. Não vejo a oposição, militares, a imprensa, empresários ou qualquer outro grupo que olhe com simpatia a deposição de Lula - comentou.
Em aparte, o senador Sibá Machado (PT-AC) admitiu ter apoiado a nota do PT sobre a ameaça de golpe contra o presidente, mas acredita que hoje não há mais razão para esse temor. Já o senador José Sarney (PMDB-AP) desejou o rápido restabelecimento do colega peemedebista.
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