O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), afirmou, nesta quinta-feira (1º), que a estratégia de não votar os pareceres apresentados pelas sub-relatorias vai agilizar os trabalhos.
- A investigação corre melhor se nós não colocarmos em debate certas situações que provocam conflitos políticos. Precisamos nos poupar de desentendimentos desnecessários - observou.
Serraglio reafirmou que os dados colhidos nesses documentos integrarão o relatório gerencial que ele apresentará por volta do dia 15 de dezembro, uma prestação de contas que não trará, no entanto, nenhum pedido de indiciamento.
O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), sub-relator de Fontes Financeiras, afirmou que fez o possível para que seu relatório parcial atendesse a todos os interesses, mas diante do impasse, cedeu à alternativa da aglutinação.
- O que nós não queremos é inviabilizar a CPI, sob pena de ela se perder na intransigência. Então, como forma de colaboração, vamos continuar trabalhando. Agora, o relatório é do relator - disse ele, informando que acrescentou ao seu documento declarações de Cláudio Mourão, Duda Mendonça, Delúbio Soares, Jacinto Lamas e José Genoíno.
Para contrabalançar as forças que atuam no assessoramento da elaboração do relatório que será apresentado no dia 15, a comissão decidiu destacar mais um parlamentar, o deputado Maurício Rands (PT-PE), que passa a ocupar o posto de relator-adjunto, ao lado do deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ).
Rands espera incluir no parecer "todas as possíveis fontes de abastecimento do valerioduto". Para ele, o mecanismo estaria em vigor desde 1997 e há indícios de que envolveria vários órgãos estatais.
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