O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) comemorou, nesta quinta-feira (1º), a aprovação de projeto de lei da Câmara (PLC 26/1998) que proíbe o desenvolvimento, produção, estocagem e uso de armas químicas em território brasileiro. Ele lembrou que alei se originou da Convenção Internacional sobre a Proibição de Armas Químicas, assinada pelo Brasil em 1993.
Raupp elogiou ainda o papel desempenhado pelo embaixador brasileiro, Maurício Bustani, como diretor-geral da Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq), especializada no combate a proliferação de armas químicas de destruição em massa. Bustani, destacou o senador, em poucos anos, enquanto esteve à frente da Opaq, conseguiu duplicar o número de países que aderiram à convenção.
O parlamentar lamentou o afastamento de Bustani da direção da Opaq, quando, às vésperas da invasão do Iraque pelos Estados Unidos, o embaixador iniciou negociações com aquele país do Oriente Médio no sentido de que se tornasse membro da Opaq e eliminasse suas armas químicas.
- Se o Iraque tivesse entrado para a Opaq, teria sido mais difícil a guerra com os Estados Unidos ter acontecido e, provavelmente, o conflito poderia ter sido resolvido por outros meios, pacíficos - disse Raupp.
Em aparte, Serys Slhessarenko (PT-MT) e Cristovam Buarque (PDT-DF) manifestaram seu apoio ao discurso de Raupp. Cristovam observou que caso Bustani tivesse permanecido por mais seis meses no cargo que ocupava, a invasão americana no Iraque poderia ter sido evitada.
- Bustani saiu exatamente por isso: seu trabalho demonstraria que não havia armas químicas nem nucleares no Iraque e isso impediria a guerra, que já estava decidida como todos sabem- ponderou Cristovam.
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