Ao comentar pesquisa da Fundação Getúlio Vargas que atesta uma diminuição da pobrezano Brasil, de 27,26%, em 2003, para 25,08%, em 2004, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse nesta quinta-feira (1º) que não se deve comemorar essa "minúscula redução da miséria". Para o parlamentar, não há comemoração quando ainda 45 milhões de pessoas estão na miséria. Cristovam afirmou que o governo pode até divulgar a pesquisa, mas deve pedir desculpas pelo fato de o problema ainda não ter sido resolvido.
De acordo com o senador, a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) chegou à conclusão que, na verdade, a pobreza aumentou em 1,2%, em 2004, se se levar em conta não apenas a renda, mas também a incidência das necessidades básicas, como moradia, acesso a água potável, saneamento e educação básica.
- A verdade é que comemoramos no Brasil nossos avanços como uma tartaruga que caminha sem rumo certo, sem percebermos que ao nosso lado os outros países estão caminhando em velocidade muito maior e em direções corretas - afirmou o senador, ao acrescentar que a Cepal atesta que, em 2004, na Argentina a pobreza caiu 16% nas áreas urbanas.
Cristovam defende que, para diminuir a pobreza, o Brasil necessita de um choque social. Em aparte, os senadores Ramez Tebet (PMDB-MS) e Paulo Paim (PT-RS) cumprimentaram Cristovam pelo tema do pronunciamento.
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