O senador Paulo Paim (PT-AC) saudou, nesta quinta-feira (1), os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Aldo Rebelo e Renan Calheiros, bem como as centrais sindicais e confederações de trabalhadores, pela criação da Comissão do Salário Mínimo. Salientou os avanços nas discussões, depois da Marcha pelo Salário Mínimo, em prol do aumento do salário mínimo, da atualização da tabela do Imposto de Renda e da Redução da Jornada de Trabalho.
Paim informou que a comissão se reúne na próxima terça-feira (6) e fez um apelo para que deputados e senadores compareçam para elaborar um projeto de recuperação e atualização do salário mínimo, extensivo aos aposentados e pensionistas.
Paim disse que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) terá participação importante no acompanhamento da votação do Orçamento, que deve levar em conta o debate das duas Casas sobre o valor do salário mínimo. O representante gaúcho salientou que, em conversa com o presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), deputado Carlito Merss (PT-SC),este acenou com a possibilidade de o mínimo chegar próximo de R$ 400, 00.
Segundo Paim, a presidência da República também teria criado uma comissão para analisar uma política de salário mínimo e disse que ambas podem trocar idéias.
Economia gaúcha
Paim lamentou o reflexo da situação do campo na indústria e no comércio, afetando de forma violenta a economia gaúcha em 2005. Diversos fatores conjunturais, entre eles os juros altos, o desajuste do câmbio e o clima imprevisível teriam inibido, conforme Paim, os investimentos.
Com um dos parques industriais mais diversificados do país e tendo atingido um crescimento de 8% no PIB em 2004, avaliou Paim, seria de se esperar um bom desempenho do estado em 2005, o que não ocorreu, e as previsões são de um decréscimo no PIB de 3%.
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