Em curto depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos nesta quinta-feira (1º), o ex-diretor da Caixa Econômica Federal Adelmar de Miranda Torres negou ter agido com o objetivo de beneficiar a multinacional Gtech nos contratos com o banco. Ele também refutou a afirmação de que teria sido o "braço da Gtech junto à Caixa", como perguntou o senador Geraldo Mesquita Júnior (sem partido-AC), que fez as vezes de relator durante a oitiva.
- Repudio esse tipo de informação, isso é um absurdo! É triste ouvir esse tipo de coisa. Não passei dados sigilosos para a Gtech. Isso é um absurdo, é leviano - afirmou Adelmar, visivelmente incomodado e contrariado pelas acusações publicadas pela imprensa.
Adelmar Torres disse que apenas repassou documentos para a multinacional do ramo lotérico para explicar os motivos da estatal para não aprovar a repactuação financeira do contrato. Segundo ele, o procedimento é legal e está previsto no manual da Caixa.
O depoente, que deixou a Caixa em 1999 e atualmente trabalha na Casa Civil da Presidência da República, disse que foi vantajosa a decisão da Caixa, em 1997, quando fez o contrato original para gerenciamento das loterias com a empresa brasileira Racimec, posteriormente comprada pela Gtech. Adelmar disse acreditar que esse contrato não deu prejuízos à instituição nem ao erário.
O ex-diretor afirmou também não conhecer Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, nem Waldomiro Diniz, supostos pivôs do esquema de tráfico de influência durante a renovação do contrato entre Caixa e Gtech. Informou ainda nunca ter sido filiado a qualquer partido político.
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