O senador Aelton Freitas (PL-MG) comentou, nesta quinta-feira (1), decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que suspendeu a transferência de oito trechos de rodovias federais de Minas para o governo do estado, além de determinar providências imediatas para a recuperação de um total de 2.000 quilômetros que se encontram em situação crítica.
Para o senador, num contexto em que a polêmica em torno da estadualização de rodovias federais envolve argumentos legítimos tanto por parte do governo federal quanto dos estados, deve prevalecer o interesse público.
- O mérito da decisão do TCU é justamente impedir que as estradas que se encontram neste processo de transição caiam em situação de abandono, enquanto as partes ainda discutem e negociam - disse ele.
De acordo com o que foi estabelecido na decisão do ministro Augusto Nardes, anunciada na quarta-feira (30), deverão ser recuperados com urgência trechos da BR-135, entre Montes Claros e Curvelo; da BR 265, entre Barbacena e Boa Esperança; da BR 120, entre Ponte Nova e Leopoldina; da BR-267, entre Machado e Poços de Caldas; da BR-146, entre Muzambinho, Cabo Verde, Botelhos e Andradas; da BR-491, entre Areado, Alfenas e Paraguaçu; e da BR 354, próximo à divisa de Minas com o estado do Rio de Janeiro.
Aelton citou dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), segundo os quais as condições precárias das rodovias federais do estado causam prejuízos anuais de, no mínimo, R$ 1,3 bilhão. Além disso, observou, a degradação das estradas acaba sendo um fator impeditivo para projetos de expansão e maior geração de empregos.
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