O Congresso Nacional não pode mais adiar a discussão sobre o aumento do funcionalismo, defendeu nesta segunda-feira (dia 6) o senador Mozarildo Cavalcanti (PFL-RR). Ele lembrou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em 25 de abril por unanimidade, considerando que o presidente Fernando Henrique foi omisso ao não encaminhar ao Congresso o projeto de lei que regulamenta a revisão anual dos salários dos servidores públicos federais.
Apesar de avaliar que os parlamentares saberão encontrar solução para o caso, Mozarildo previu que a discussão será acalorada, já que o STF não estabeleceu prazo para que o governo envie o projeto de lei ao Congresso nem fixou o momento a partir do qual estaria caracterizada a omissão. Mas a principal polêmica, na sua opinião, se dará em torno do percentual de reajuste, pois alguns advogam a idéia de que o funcionalismo teria direito à reposição de 34,54%, enquanto os servidores reivindicam um aumento de 75,48%.
Mozarildo ressaltou que, desde a sua posse, Fernando Henrique abandonou a política de conceder ao funcionalismo reajustes lineares de salários a cada janeiro e optou por aumentar os salários das categorias típicas de Estado, como diplomatas, fiscais, policiais e militares. No entanto, observou, mesmo entre esses servidores "é difícil encontrar quem esteja contente".
- Todo o gasto da União com pessoal aumentou 53,71% entre 1995, o primeiro ano do governo Fernando Henrique, e o ano passado. É pouco mais que a inflação do período, de 50,8%. E nem tudo isso é aumento de salário: os gastos elevaram-se também por conta da contratação de pessoal e de novas aposentadorias. Assim, na média, a massa salarial do pessoal da ativa diminuiu. Há casos até de redução de salários, como entre os auditores da Receita Federal, por exemplo ¿ disse o senador.
Segundo o senador, nesse quadro, ainda há complicadores como a discrepância de critérios entre os poderes, além de casos graves como o dos funcionários dos ex-territórios, "que têm sido sistematicamente penalizados, perdendo direitos adquiridos".
Péres apela ao Congresso para incluir reajuste de servidores no Orçamento de 2002
Lauro Campos elogia presidente do STF por defender reajuste para servidores
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "Para Mozarildo, Congresso não pode mais adiar discussão sobre aumento do funcionalismo"
Deixe o seu comentário
Você deseja ver o seu avatar no seu próximo comentário? Você precisa do Gravatar.
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.