Após visita às comunidades acreanas em que há famílias vivendo da extração de produtos naturais da floresta amazônica, a senadora Marina Silva (PT-AC) disse estar retornando às suas atividades parlamentares "nutrida pelos sonhos que foram realizados". Marina se declarou contente com os resultados obtidos pelos programas de economia extrativista no Acre, e ressaltou a importância da Lei Chico Mendes, por meio da qual foi estabelecido o subsídio para a borracha e viabilizada a atividade seringueira.
Segundo ela, graças à política de incentivo, está acontecendo no Acre o movimento inverso de outros estados: mais de três mil famílias já deixaram as periferias das cidades, e retornaram às atividades da economia extrativista, pois agora podem obter sustento econômico a partir desse trabalho.
Marina também disse estar satisfeita por ser parte do esforço que levou o governo federal a conceder benefícios como o preço mínimo para a borracha e o financiamento especial para quem vive da extração. Ela explicou que o Acre está dando o exemplo de que é possível compatibilizar as atividades extrativistas com outras formas de produção, entre as quais a exploração de madeira autosustentada e a agropecuária branca, que não faz queimadas e não derruba florestas.
A senadora propôs ao Ministério do Meio Ambiente que acompanhe e avalie o desempenho dos programas implantados no Acre, de modo que possíveis erros sejam corrigidos. Marina assinalou que a iniciativa privada já está apostando nesse modelo de economia não predatória.
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