Começou há pouco o depoimento do ex-superintendente do Banco Rural Carlos Godinho na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios. Ele foi chamado porque, em entrevista à revista Época , afirmou que os empréstimos concedidos pelo banco a Marcos Valério e ao PT foram forjados.
O relator da CPMI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), iniciou suas perguntas ressaltando a forma diferenciada como Godinho compareceu à comissão, sem advogado e disposto a contribuir.
Godinho relatou que três pessoas movem processos contra ele por causa da entrevista: a presidente do Banco Rural, Kátia Rabelo, e os vice-presidentes Ayana Tenório e José Roberto Salgado. Segundo ele, são todos processos por danos morais. Além disso, Godinho afirmou que foi concedida uma liminar na Justiça de Minas impedindo que fale sobre o assunto à imprensa.
O ex-superintendente do banco disse ainda que não apenas trabalhou na área de "compliance" da instituição - encarregada de garantir o cumprimento das normas exigidas pelo sistema financeiro -, mas que ajudou a montá-la. Godinho tem 30 anos de trabalho no mercado financeiro, 17 deles a serviço do Banco Rural.
O depoimento está sendo prestado na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
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Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Marcos Rossi
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