Em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, o ex-superintendente do Banco Rural Carlos Godinho, responsável pela análise da movimentação financeira dos clientes, reconheceu que a instituição fazia poucas indicações ao Banco Central sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. Ele lembrou que o BC chegou a questionar o Rural por causa do baixo número de relatos desse tipo.
Godinho lembrou ao sub-relator de Movimentação Financeira, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), que pelo menos três clientes por mês eram denunciados ao Banco Central por suspeita de lavagem de dinheiro. O número foi considerado baixo pelo BC.
O ex-superintendente sugeriu que a CPMI pegue no Banco Rural os relatórios em que diretores justificavam as transações de clientes com suspeita desse crime.
Desmentido
O deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) revelou que um funcionário do Banco Rural, Arnaldo Vieira, procurou Fruet para dizer que Godinho estava disposto a desmentir sua denúncia de fraude nos empréstimos concedidos pelo Banco Rural ao empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e ao PT. Godinho desmentiu o fato. O ex-superintendente disse conhecer Arnaldo Vieira apenas profissionalmente, e destacou que o ex-colega não tinha autorização para falar em seu nome.
O depoimento continua na sala 2 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado.
Leia mais:Deputado questiona empréstimos do Rural à DNA em 1998Godinho: afastamento do Rural ocorreu devido a relatóriosEmpréstimos foram atípicos, diz ex-dirigente do RuralEx-superintendente do Rural diz que está sendo processadoRelator reclama de alterações na contabilidade de ValérioCPMI dos Correios ouve ex-superintendente do Rural
Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Francisco Brandão
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "Ex-dirigente do Rural admite pouca investigação de cliente"
Deixe o seu comentário
Você deseja ver o seu avatar no seu próximo comentário? Você precisa do Gravatar.
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.